15/07/2008

Liberdade de expressão e informação

Caros Colegas, professores e colaboradores,

nosso grupo de estudos tem como premissa: a busca por novos conhecimentos, valores e da postura ética dos que trabalham com comunicação visual. Além da construção de um espaço virtual democrático para o entendimento e aprofundado sobre o que rege a atividade profissional que escolhemos ter - Design Gráfico. E como pretendermos trabalhar com "COMUNICAÇÃO VISUAL em prol da qualidade de vida do homem moderno" não temos e nem teremos interesses no campo da política e/ou financeiro em nossas exposições metódica sobre dado tema ou assunto (re)passados por essa forma de híbrida de comunicar.

Somos livres homens livres, vivemos numa sociedade democratica de direito e, não vivemos, graças a DEUS, em uma ditadura forjada no passado. O que nos permite entender que: falta de entendimento, conhecimento e visão do significado dos termos democracia-censura-liberdade de expressão e informação por poucos, não justifica ou impede que continuemos a pensar, a refletir e principalmente a sonhar.

Antonio Oliveira
Aluno e Colaborador

Ps.: Lembrando que e-mails são identificados e suas fontes citadas (por autor ou por link) e que seus participantes foram convidados.

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Ver Artigo - Democracia, censura e liberdade de expressão e informação na Constituição Federal de 1988

Fonte - http://jus2.uol.com.br/doutrina/texto.asp?id=2195

Em 2009 estaremos por lá.

14/07/2008

Anima Mundi 2008


Começou na sexta-feira, 11 de julho, e pode ser visto até o dia 20, no Rio de Janeiro, o "Anima Mundi 2008", 16º edição do Festival Internacional de Animação, maior evento do gênero na América Latina.
Na programação deste ano estão incluídos mais de 400 filmes e vídeos brasileiros e de outros 41 países, divididas em várias categorias, entre elas "Curtas", "Longas-metragens" e "Curta Infantil". Haverá premiações, dadas por júris popular e profissional. As projeções acontecerão no CCBB-Rio (Cento Cultural do Banco do Brasil do Rio de Janeiro), Centro Cultural Correios, Cine Odeon BR, Cinema Estação Botafogo e Oi Futuro. Além das apresentações de filmes, o evento inclui workshops, palestras, instalação e performances. A mostra "Galeria" exibe animações não-convencionais ou experimentais. Em São Paulo, o evento terá início no dia 23 de julho e irá até o dia 27. Programação e mais informações no site: www.animamundi.com.br.

O design do arquiteto, o arquiteto do design.*


O ensino universitário do design dentro da escola de arquitetura e urbanismo é recente em nosso país.

Vale lembrar que no período colonial, o ensino sobre o construir, a arquitetura e as artes em geral ocorria pela prática na técnica transmitida profissionalmente e na relação mestre-aprendiz. Talvez a figura mais lembrada por nós nesta época seja a do Aleijadinho em Minas Gerais.

Mais tarde, por volta de 1820, surgiu a primeira escola brasileira de arquitetura no Rio de Janeiro, sob a influência da Missão Francesa e de seu arquiteto maior Grandjean de Montigny. Foi a única escola durante um século, no Império e na República. Foi ela quem precedeu a Escola Nacional de Belas Artes.

Em 1873, surge, em São Paulo, a Sociedade Propagadora da Instrução Popular visando ministrar o conhecimento profissional e que foi a raiz do Liceu de Artes e Ofícios, fundada em 1882. Pelo Liceu passaram vários membros atuantes, dentre eles a figura do Ramos de Azevedo que ministrava o curso de engenheiros arquitetos dentro da Escola Politécnica de Engenharia de São Paulo, de onde, mais tarde, surge finalmente o curso para arquitetos.

Decorre daqui, portanto, uma história do ensino da arquitetura no Brasil com duas vertentes: uma originária da Escola Nacional de Belas Artes (antiga Academia imperial), no Rio de Janeiro, e outra, da Escola Politécnica de São Paulo. Portanto, calcada ora na visão profissionalizante das belas artes, ora na confusão das atribuições do engenheiro e do arquiteto.

Assim é que, integrado aos movimentos artísticos nacionais e internacionais é que, aqui se estabelece vinculadas às intensas alterações populacionais, a industrialização e a visão cultural, uma história em pleno
desenvolvimento da Faculdade de Arquitetura e urbanismo da Universidade de São Paulo - FAUUSP, criada em 21 de junho de 1948.

É nesta escola, com os professores Luiz Ignácio Romero de Anhaia Mello, João Batista Villanova Artigas, dentretantos outros, é que o curso adquire um caráter de ofício engajado com as artes, as tecnologias com preocupações sociais coletivas e com o urbanismo.

Neste ambiente de extrema criatividade vocacionam-se profissionais diversos que ao longo destas décadas impulsionam o campo das artes e design em geral, na arquitetura e na cidade. Passam pela FAUUSP : João
Carlos Cauduro, Ludovico Martino, Lelé Chamma, Rafic Farah, Vicente Gil, Chico Homem de Melo, Sylvio Ulhôa, Ronald Kapaz, Giovanni Vannucci, André Poppovic, Kiko Farkas, Vicente Gil, Fernando Campana (dos irmãos Campana), Carlos Alberto Inácio Alexandre. Também fizeram a FAUUSP: Chico Buarque, Arrigo Barnabé, Wagner Tadeu Benatti, o Bitão (vocal dos Pholhas), Carlinhos"Bom Bril" Moreno, Thales Pan Chacon, Guilherme Arantes, Flávio Império, JC Serroni, , Newton Foot, Cláudio Tozzi, Luís Paulo Baravelli, Takashi Fukushima, Cristiano Mascaro, Tonico Ferreira ( repórter da Globo), dentre tantos.

O arquiteto multi vocacionado

O arquiteto é o profissional que intervém no espaço urbano, propondo sua ocupação e realizando mudanças
neste espaço. O caráter multidisciplinar da formação do arquiteto enseja atividades de compreensão do espaço
e o seu caráter sistêmico. Porém é interessante notar que, desde os primórdios, a ação do homem foi precedida
da ação de observar, de ver, de olhar. Só depois de compreendido o fato, de ter realizado a leitura é que se
estabeleceu a imaginabilidade, ou seja, realizou sua imagem mental. Daí veio a vontade de propor, conforme seu
desejo, seu desígnio, seu desenho.

O profissional arquiteto caracteriza-se pela atividade onde tem predomínio, eminentemente, o caráter projetual
com a realização de trabalhos ligados às soluções dos aspectos pragmáticos em diferentes campos de
abordagem, englobando aspectos sociais, históricos, tecnológicos, culturais e econômicos voltados aos
seguintes campos de abordagem:

1 Edificações e seu relacionamento com o entorno próximo; conjuntos de construções habitacionais, industriais,
de comércio e serviços ou de usos específicos;

2 Urbanismo, planejamento e organização de áreas urbanas, cidades e seus territórios de interação
metropolitana e regional, no contexto de sua produção e consumo, em suas estruturas sistêmicas e em seus
subsistemas: ocupação e utilização do solo, circulação, infra-estrutura, equipamentos, áreas de uso público,
paisagem e meio ambiente;

3 Imagens e mensagens visuais, aspectos da visualidade da cidade, do edifício e da comunicação visual
ambiental e da programação gráfica e;

4 Design dos objetos e produtos relacionados ao espaço arquitetônico, industrializáveis ou não, em seus
aspectos estéticos, ergonômicos e do planejamento de sua utilização;

Designer e arquiteto: arquiteto designer

É a formação do arquiteto pressupondo a preparação de um profissional com duplo perfil: por um lado,
conhecedor de procedimentos técnicos, científicos, artísticos e culturais que possibilitem sua atuação em campos
de grande diversificação; por outro lado, desenvolvedor de princípios e conhecimentos para a compreensão
política e econômica de uma sociedade globalizada.
Em uma visão mais específica, este profissional deverá conduzir-se frente a quatro linhas básicas que levem à:

1 promoção do equilíbrio estético-funcional entre beleza e praticidade;
2 realização de interfaces entre estética, economia, psicologia, sociologia e ergonomia;
3 organização de seus projetos desde a concepção até sua produtibilidade; e
4 viabilização técnica de todas as etapas de seu processo criativo.

Indicamos as seguintes habilidades e aptidões gerais que devem ser despertadas, incentivadas e lapidadas na
formação do arquiteto e urbanista:
Criatividade - desenvolvimento de habilidades e criatividades para a resolução de problemas e desafios
específicos;
Relacionabilidade - possuir visão crítica da importância do papel social e ambiental da atuação do arquiteto e
urbanista;
Sociabilidade - conscientização sobre a produção do arquiteto e urbanista enquanto fator de contribuição para a
melhoria social da qualidade de vida e meio-ambiente;
Comunicação - conhecer técnicas de tecnologias de transmissão e reflexão eficiente de informações, aplicativos e pesquisas; a comunicação sem fronteiras; a multiculturalidade; saber ouvir; saber falar;
Flexibilidade - adaptabilidades de conceitos para responder às demandas específicas de sua atuação;
Ética - participação ética ativa, esclarecedora e realista em todos os processos decisórios de suas atividades;
Iniciativa - espírito empreendedor habilitado à resolução de desafios plurais;
Multi culturalidades - habilidade para compreensão e respeito à pluralidade étnica e cultural decorrente do
intenso processo de globalização deste início de novo milênio;
Tecnologia - apreensão de novos sistemas, processos e tecnologias que preservem o meio-ambiente e
objetivem melhorar a qualidade de vida individual e comunitária.

Assim, o arquiteto deve ser um generalista apto a resolver contradições potenciais entre diferentes
requerimentos da arquitetura e urbanismo, respondendo às necessidades de abrigo da sociedade e dos
indivíduos, quanto a seus aspectos sociais, culturais, ambientais, éticos e estéticos. Deverá ser profissional apto
a compreender e traduzir as necessidades de indivíduos, grupos e comunidades compreendendo-os como
agente preponderante da construção da arquitetura e da cidade - com relação à concepção e organização do
espaço, do urbanismo, da construção de edifícios. A duração do curso de arquitetura é, em média, de cinco anos.

As áreas de atuação do arquiteto e urbanista requerem conhecimentos para resolução de questões específicas
de usa área de atuação nas seguintes áreas:

1 Projeto de arquitetura;
2 História e teoria de arquitetura, ciências humanas e tecnologia;
3 Artes;
4 Desenho urbano e planejamento;
5 Compreensão da paisagem urbana;
6 Contextualização;
7 Desempenho da edificação; e
8 Tecnologia da edificação.

A Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo desenvolve o ensino e pesquisa através de seus três departamentos: Departamento de Projeto, Departamento de História da Arquitetura e Estética do Projeto e o Departamento de Tecnologia da Arquitetura, onde atuam um corpo docente composto por cerca de 120 professores onde colaboram docentes da Escola Politécnica e do Instituto de Matemática e Estatística. Vale lembrar que se encontra em implantação junto a estes três departamentos, para funcionamento em 2005, o curso de Design.

A diversidade de disciplinas que estes três departamentos ministram pode ser mensurada pelos vários campos
que com compõem os grupos de:

1 Projeto de Edificações;
2 Planejamento Urbano e Regional;
3 Comunicação e Programação Visual;
4 Desenho Industrial;
5 Paisagem e Ambiente;
6 História da Arquitetura e Estética do Projeto;
7 Urbanização;
8 História da Arte;
9 História da Técnica;
10 Fundamentos Sociais da Arquitetura e Urbanismo;
11 Tecnologia da Construção;
12 Conforto Ambiental e Metodologia..

A FAUUSP possui um curso de pós-graduação stritu-sensu na área de Estruturas Ambientais Urbanas e área de
concentração específica: Design e Arquitetura nos níveis mestrado e doutorado. Tem também cursos de
extensão e de especialização em convênio com a Fundação para a Pesquisa Ambiental - FUPAM. Por precedência histórica e legal, o arquiteto e urbanista sempre foi um profissional capacitado ao desenvolvimento das atividades ligadas à organização dos espaços para a adequada satisfação das necessidades humanas. Esta organização compreende desde a concepção de soluções para as demandas específicas das espacialidades, essência da nobre arte de projetar até a sua efetiva viabilização, compreendida pela materialização do projeto, ou ainda, pela execução da sua obra.

Do ponto de vista legal, compete ao arquiteto e urbanista o exercício das atividades - de supervisão, orientação
técnica, coordenação, planejamento, projetos, especificações, direção, execução de obras, ensino, assessoria,
consultoria, vistoria, perícia, avaliação - referentes a edificações, conjuntos arquitetônicos e monumentos,
arquitetura de interiores, urbanismo, planejamento físico urbano e regional, desenvolvimento urbano e regional,
paisagismo e trânsito.

Portanto, um espectro bastante amplo que exige formação profissional em esforço capaz de qualificar o arquiteto
e urbanista na abrangência de suas competências legais, com o aprofundamento indispensável para que possa
assumir as responsabilidades nelas contidas e oferecidas pelo mercado de trabalho.

Porém o arquiteto do design, ou o arquiteto designer é profissional voltado a preocupar-se com a visualidade e
da imagem da arquitetura e da cidade, da correta disposição de elementos da paisagem urbana (mobiliário e
infra-estrutura, pele e paginação), propondo sua comunicação nos aspectos sinaléticos e equilíbrio visual, além da conservação e valorização do patrimônio construído, da proteção do equilíbrio natural e à utilização racional dos recursos disponíveis e que deve levar, sobretudo, avante o processo de construção de uma identidade do espaço do objeto, da arquitetura e da cidade com seu povo - nos seus processos e produção e consumo -
centrado na afirmação da solidariedade e no exercício da cidadania e voltado às demandas estruturais da
sociedade.

Arrisco citar algumas características e atributos de seu perfil profissional:

1 Utiliza-se dos princípios do design gráfico na arquitetura e no urbanismo: os campos de abordagem do Design
nas áreas: Ambiental, Corporativo, Editorial, Interativo, Tipográfico e Promocional. Possuidor, portanto, de
conhecimento crítico da imagem, linguagem e expressão do design no gráfico, editorial, publicitário, ambiental,
corporativo e do produto;

2 Objetivado para fortalecer os aspectos de sua identidade - desde os seus elementos, componentes até as soluções de organização visual e sua legibilidade - no espaço da arquitetura e da cidade, compreende a mensagem visual e sua interação com o espaço onde ela se insere e tem assim, consciência da importância do design nas ações projetuais que visam a requalificação do meio urbano;

3 Distingue dentro do design, os conceitos sistêmicos de programa de identidade visual (forma, função e uso), referenciando os componentes e os elementos teóricos básicos de linguagem e comunicação visual, o código de identidade visual e os elementos de expressão gráfica e fundamenta-se na construção do signo de comando: a marca (o logotipo, o símbolo e o pictograma); no alfabeto-padrão; nos códigos cromático, morfológico, tipográfico;

4 Participa, contemporaneamente, no processo de projetos digitais de produtos e modelagem de produtos e também de projetos digitais e modelagem de design visual. Para tanto, utiliza-se dos recursos de modelos físicos, maquete, mock-up , protótipo, prototipagem rápida e fotografia, vídeo e outros multi-meios.

Assim o arquiteto designer (egresso da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo) está capacitado a desenvolver projetos nas suas diversas configurações envolvendo a percepção e a concepção por meio da experimentação e observação (direta e/ou indireta), do desenho de espaços, dos projetos de prospecção sintâtico-teórica, dos modelos reduzidos, etc. através das linguagens que levam à compreensão que permite perceber e conceber a forma do espaço interior, da edificação e seus elementos, do espaço exterior imediato e do espaço exterior mediato.

Texto completo: http://www.arcoweb.com.br/debate/debate50.asp
Por favor, comentem sobre a o que acharam da discussão proposta.
Profa. Carol Gusmão




* Prof. Dr. Issao Minami
Arquiteto e Urbanista formado pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo - FAUUSP, onde se mestrou e doutorou. Atualmente é professor doutor do curso de graduação e pós-graduação na FAUUSP, onde também é Coordenador do Grupo de Disciplinas de Programação Visual do Departamento de Projeto e membro eleito do Conselho do Departamento. É professor titular também na Universidade do Grande ABC -UniABC, onde leciona do curso de arquitetura e no curso de comunicação social. Escreve sobre artes e arquitetura para o jornal Nippobrasil. É autor de projeto de Sinalização Urbana para a Capital de Tocantins. Ganhou o primeiro prêmio no concurso de Idéias para a Sinalização do Edifício Birmann 21; recebeu menção honrosa na Premiação Anual dos Arquitetos IAB -SP 1997; foi premiado na III Bienal Internacional de Arquitetura; participou de equipe que recebeu menção honrosa no Concurso de Idéias para a Avenida Paulista; participou da equipe que recebeu o primeiro lugar no Concurso de Requalificação Ambiental e Paisagística para as Marginais dos Rios Tietê Pinheiros, em janeiro de 1999. Atualmente está desenvolvendo projeto de comunicação visual para a Itaipu Binacional dentro do denominado Complexo Ambiental e Turístico de Itaipu.) Vale a pena explicitar um pouco mais. Se me permitem, gostaria de, baseado na gênesis das atuações, considerar o que chamo de: O design do arquiteto, o arquiteto do design.

06/07/2008

Para pensar no seu futuro profissional.

Cadu Primola, Design pela Ufpe, enviou esse material para que fosse possível entender um pouco mais do que se pensa no Brasil sobre a formação do Designer. O provocador filme nos faz refletir de maneira verdadeira um pouco mais sobre em que universo estamos caminhando.
Logo, fazer existir a cultura do Design Gráfico extrapola "as simples" lições de classe, as primárias atividades de CTRL+c CTRL+V e as poucas páginas de edições superadas, além de autores já pertencentes ao passado oferecidas como referência por pseudos designers; entretanto não discarta o envolvimento efetivo do aspirante a Design Gráfico.

Antonio Oliveira
Colaborador e Estudante
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Repassando o que rolou aqui na lista dos Designers de Pernambuco da APD...

Abraços!

Cadu
Design Primola

É com grande prazer que os convido a assistir o documentário "A Folha que Sobrou do Caderno", realizado por Mauro Alex Rego, Alexander Czajkowski e Gabriel Costa Rodrigues, que aborda a educação de design no Brasil. O projeto contou com a participação dos professores Ari Rocha, Ivo Pons, Ivens Fontoura (UFPR), Conceição Martins (CEFET-SC), Naotake Fukushima (UFPR), Eddy Pires (Belas Artes-SP) e Alessandro Faria (UFBA), assim como de vários estudantes.

Para assistir, segue o link no google videos:
http://video.google.com/videoplay?docid=3328923649270546691

O arquivo de 100Mb, para download está disponível em: http://rapidshare.com/files/127117176/A_Folha_que_Sobrou_do_Caderno__100mb_.avi


Atenciosamente,

Janayna Velozo

RELEASE - A Folha que Sobrou do Caderno

*Todos os anos uma leva de designers se forma nos quatro cantos do Brasil e
uma pergunta inquietante não quer calar: estarão esses futuros profissionais
sendo preparados para enfrentar as múltiplas realidades do nosso país?
Existiria uma estrutura de curso ideal para formar os profissionais de
design adequados à nossa realidade? A quem interessa manter um formato de
ensino ultrapassado e ineficiente? Você já parou para pensar em seu papel
diante disso tudo?

"A folha que sobrou do caderno" é um instigante documentário resultante de
uma inquietação pessoal em congruência com uma preocupação coletiva:
precisamos discutir e reformar o ensino de design no Brasil. São colocadas
opiniões sobre modelos ideais de cursos e o papel que professores e
estudantes desempenhariam nesses modelos, bem como discussão sobre formação
tecnológica e teórica. A estrutura atual do ensino, questionamentos sobre
pesquisa e atualização tanto por parte dos professores como dos estudantes
também são abordados. A organização estudantil como transformadora da
realidade e o Movimento Estudantil fornecem o fechamento das discussões.

Em "A folha que sobrou do caderno", História, depoimentos e atitudes são os
principais ingredientes para alcançar a maior proposta do filme: PROVOCAR.*

18/06/2008

Museu do Design Gráfico


Foi inaugurado na última quarta-feira, dia 11, pela rainha Beatrix, da Holanda, o Graphic Design Museum, primeiro museu em todo o mundo dedicado exclusivamente ao design gráfico. A instituição é sediada na cidade de Breda, no sul daquele país, e inicia suas atividades com quatro exposições, uma delas sobre o design gráfico holandês dos últimos cem anos. O museu tem como missão coletar e preservar informações e conhecimento sobre a história da profissão e divulgá-la de modo acessível não só para profissionais e estudiosos da área, mas também para crianças, jovens e o público geral interessado.



Fonte da Imagem - http://www.graphicdesignmuseum.nl/nl

10/06/2008

DESIGN E DESIGNERS

DESIGN E DESIGNERS

Colaborador - Paulo Oliva - oliva_revistapronews@hotmail.com


Sou do tempo em que a denominação design, como atividade, ainda não era adotada por aqui e só podia ser encontrada nas revistas e livros importados que apresentavam projetos e artigos usados na nossa formação acadêmica como fontes de referência, de consulta e de informação.
Para os profissionais de então, influenciados pelo movimento de arte concreta, que comungavam de visão mais cosmopolita, preocupados com a cultura nacional, com o desenvolvimento econômico, com as contribuições tecnológicas a serem feitas em um país em franco desenvolvimento e, principalmente, envolvidos na formação de um mercado de trabalho, as denominações Comunicação Visual e Desenho Industrial cumpriam bem o seu papel e, aparentemente, definiam adequadamente a profissão.
À medida que a atividade foi ganhando representatividade e, por conseqüência, foram surgindo as associações de profissionais, escolas de formação específica e ainda especialistas formados fora do país voltavam para exercê-la por aqui, temos o início de um movimento de procura por nova denominação para que o mercado pudesse compreender melhor as áreas de abrangência, as interfaces e as especialidades da profissão.
No fim dos anos 80, em um encontro de profissionais em Curitiba, foi proposta e aprovada a mudança do nome da atividade e da titulação profissional para Design e Designer.
De lá pra cá, o contingente de profissionais cresceu, espalhou-se pelo país, virou profissão disputada nos vestibulares, apesar de ainda não ser regulamentada e apareceram novas especialidades como a Web e a Moda. A expressão design, por sua universalidade, passou a ser usada para diferentes significados e, em algumas vezes, de forma inadequada, como um “novo” adjetivo de qualidade ou modernidade. Por isso ocorrem as apropriações do termo design em práticas que nada têm a ver com a atividade. Para exemplificar: “Hair Designers” para salão de cabeleireiros.
Isso pode sinalizar que a designação da profissão e do profissional, adotada naquele encontro em 88, não tenha sido a mais adequada ou, dentro desse contexto de usos indevidos e desencontrados, a expressão design, da língua inglesa e sem tradução precisa para o nosso português, não conseguiu ser corretamente compreendida como denominação da atividade profissional que exercemos.
Penso que a verdadeira vocação do Design, nas suas especialidades gráficas e de produto, é o planejamento na sua amplitude maior.
O mercado ainda não percebe que fazemos parte de uma atividade profissional que cria identidades, movimenta a economia e é responsável por inúmeras contribuições tecnológicas. O Design é uma atividade criadora, técnica e inovadora por excelência, e não plástica e funcionalista como pensam alguns. O mais difícil é reconhecer que essa percepção superficial que o mercado tem para com relação ao Design pode ser conseqüência de inabilidade do conjunto dos profissionais que o exercem.
Conversando sobre esses aspectos e outros de mercado com o amigo Walter Lins Junior, editor desta conceituada Revista PRONEWS, surpreendeu-me o convite para que assumisse uma coluna mensal para escrever sobre Design e a produção dos Designers. Denominada PRO Design, pretende mostrar as nossas competências e trocar informações e experiências com os demais segmentos de comunicação da nossa região. Para isso a coluna terá duas partes: uma com texto editorial sobre questões relacionadas com o Design e Designers e outra em forma de painel, na qual serão apresentados trabalhos ou eventos ligados à atividade.
Quero, nesta primeira edição, manifestar meu maior agradecimento ao Walter pelo convite e pela sensibilidade para com as questões do Design. Agradecer também ao corpo editorial da Revista pela receptividade ao novo colaborador e pelo pronto envolvimento para com a nova coluna. Desde já me coloco à disposição para ser um canal de divulgação e de amplo debate das questões do Design em nossa região e espero a contribuição de todos para que este objetivo seja plenamente atingido.

28/05/2008

“Valorizar a Marca Brasil é um dos desafios da II Bienal Brasileira de Design”


Pensar hoje o que será discutido no amanhã, um desafio proporcionado nos debates organizados pelo Grupo de Estudos SER DESIGNER GRÁFICO.
03/04/2008
“Valorizar a Marca Brasil é um dos desafios da II Bienal Brasileira de Design”

O presidente-fundador do MBC, Jorge Gerdau Johannpeter, pretende valorizar a cultura brasileira nesta edição da Bienal que acontece de 8 de outubro a 5 de novembro de 2008, em Brasília. O Movimento Brasil Competitivo (MBC), o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e o Governo do Distrito Federal com o apoio da FIAT, lançaram nessa quarta-feira (2/4), em Brasília/DF, a II Bienal Brasileira de Design. A exposição acontecerá de 8 de outubro a 5 de novembro de 2008, no Museu Nacional Honestino Guimarães, em Brasília.
O evento de lançamento contou com a presença do presidente-fundador do MBC, Jorge Gerdau Johannpeter; do presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial, Reginaldo Arcuri; do curador da exposição, Fábio Magalhães; do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, e do presidente da Fiat e presidente da II Bienal Brasileira de Design, Cledorvino Belini.
Jorge Gerdau Johannpeter enfatizou a importância do design na valorização da identidade brasileira. "Valorizar a Marca Brasil é um dos desafios desta segunda Bienal. Essencial para a competitividade num mercado cada vez mais dinâmico e exigente. O design é um excelente espaço para a criatividade dos brasileiros. Em termos operacionais, nosso desafio é perpetuar este projeto tendo o design, a tecnologia e a inovação como estratégicos na construção da competitividade", declarou Gerdau.
Cledorvino Belini observou que a Fiat apóia e patrocina com muito orgulho a II Bienal Brasileira de Design, cujo tema geral é a convergência entre arte e tecnologia. "O Grupo Fiat ocupa posição de liderança em vários setores, justamente pela reconhecida capacidade de fazer a junção entre design e tecnologia, em um arco que se estende da tecnologia automotiva à arte de mestres do design, como o consagrado Giorgetto Giugiaro, designer de vários veículos do grupo", destacou Belini. Para ele, a Bienal é a oportunidade de mostrar ao Brasil e ao exterior o talento que agrega valor aos bens e serviços produzidos no Brasil.
O presidente da Agência Brasileira para o Desenvolvimento Industrial (ABDI), Reginaldo Arcuri, representando o Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Miguel Jorge, declarou que projetos como o da Bienal de Design marcam o momento vivido pelo País. "A Bienal é parte da nova política industrial do Brasil, capaz de transformar suprindo as necessidades dos consumidores destacando a brasilidade", disse Arcuri.
O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, saudou o fato da Bienal acontecer em Brasília, justamente quando a cidade se aproxima do cinqüentenário. "Com 48 anos de existência, Brasília foi símbolo de mudança, pois foi inaugurada no mesmo período da revolução industrial, da construção de estradas e da interiorização do desenvolvimento. Hoje, une arte e tecnologia e mais uma vez inova e se destaca", discursou Arruda.

"O desafio na criação de um design brasileiro está na combinação de fatores externos com nossa realidade específica. O designer brasileiro, em sua visão de mundo, deve levar em consideração nossos valores e particularidades culturais, as características de nossa produção industrial e de nosso modo de consumir. Sem prescindir dos avanços tecnológicos, é a partir do domínio de nossos meios, de nossa singularidade que iremos atingir expressão com identidade própria, característica que nos fortalecerá na competição internacional, sobretudo dentro de um mundo globalizado. As Bienais de Design devem indagar também sobre os valores que apontam para a existência de uma identidade própria no design brasileiro, ou seja, para objetos com memória cultural e que, ao mesmo tempo, falem o idioma global", ressaltou o curador da II Bienal Brasileira de Design, Fabio Magalhães.

A II Bienal Brasileira de Design é uma realização do Movimento Brasil Competitivo, do Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e do Governo do Distrito Federal, com patrocínio Máster da Fiat Automóveis. A Bienal conta com o apoio do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae); do Grupo Gerdau; do Ministério da Ciência e Tecnologia, através da FINEP; da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI); do Ministério da Cultura, por meio da Lei de Incentivo à Cultura; e com a parceria da Escola de Design da Unisinos e TV Unisinos.

Nesta edição, a Bienal terá como foco o design industrial voltado à produção em grande escala, como produtos utilitários nas indústrias automobilística, aeronáutica, de máquinas agrícolas, de equipamentos hospitalares, assim como de produtos voltados para pequenas e médias escalas de produção, priorizando a qualidade e a execução dos projetos. Será explorada a convergência entre cultura, arte e tecnologia em prol do design para a competitividade da produção nacional. A programação prevê uma série de atividades como workshops, seminários, exposição, laboratórios, entre outras ações relacionadas ao tema. O principal objetivo é o fortalecimento da Marca Brasil, projetando a diversidade e a criatividade brasileiras no mercado interno e externo e contribuindo para o aumento da competitividade das empresas nacionais.
Outro destaque da II Bienal será o design artesanal e de jóias, produtos que já abriram espaço no mercado internacional, principalmente pelo diferencial de ter "a cara brasileira", mostrando, assim, a qualidade dos profissionais e produtos nacionais.
A primeira edição da Bienal Brasileira de Design foi realizada em junho de 2006, no espaço OCA do Parque do Ibirapuera, em São Paulo, e recebeu a visita de cerca de 35 mil pessoas, contemplando profissionais da área, estudantes, empresários e público em geral.
Fonte: Enfato Comunicação Empresarial
Enfato Comunicação Empresarial
(51) 30.261.261
enfato@enfato.com.brwww.enfato.com.br
* O conteúdo deste texto é de inteira responsabilidade da fonte citada, a quem corresponde a origem das informações citadas nesta matéria.
Fonte: Enfato Comunicação Empresarial

26/05/2008

Definitions



What is Design?Design is the identifying of a problem and the intellectual creative effort of an originator, manifesting itself in drawings or plans which include schemes and specifications.
What is Information Design? Information design is the defining, planning, and shaping of the contents of a message and the environments it is presented in with the intention of achieving particular objectives in relation to the needs of users. At this point of the development IIID is concerned with the design of visual information but it could in the future include the design of information other than visual one.
The qualities required of information designersTo design professionally information designers should
1. be able to think both innovatively and systematically
2. be as well informed as is necessary about the subject area they are working in
3. be knowledgeable about both the communicative features of the components of visual messages and their interrelationships
4. know the relevant customs, conventions, standards, regulations and their underlying theories
5. be familiar with the technical requirements of the communications media, specifically visual ones
6. be familiar with human communication capabilities with regard to perceiving, cognitive processing and responding to information using all senses
7. be able to consider the possible benefits of the communicated information to the users
8. be knowledgable about the creation of pictures and text, static and animated, as well as information other than visual one for the facilitation of task related activities and how they can be balanced to achieve optimal effects
9. be able to design information in a formal interesting and attractive way to conjure attention highly adequate to the communicative purpose of the message
10. understand to make information and information systems interactive in such a way that adjustments governed by changing requirements can be made, should this be desirable to safeguard the continuing use of the information
11. be able to communicate effecively in both their mother tongue and English
12. understand the capabilities of support sciences - such as cognitive psychology, linguistics, social and political sciences, computer science, statistics - and be able to co-operate with specialists to evaluate and improve the design of messages with due regard of different cultural sensitivities of the user
13. have a detailed knowledge of the cost factors relating to the various design stages and their implementation
14. render their services in a format that corresponds both with the value they represent to the clients and the conventions required by them15. behave in a responsible manner with regard to the needs of the target users and society as a whole.



General Information

The main concern of the International Institute for Information Design (IIID) is to contribute to a better understanding within the human community with respect to cultural and economic issues by means of improved visual communication. Special attention is paid to the potential of graphic information design to overcome both social and language barriers.

IIID endeavours to develop information design as an independent interdisciplinary field of knowledge and professional activities, to document and to make generally accessible specifically relevant information, to do research within its possibilities and in co-operation with its members and to find new ways of educating information designers.

The aims of IIID are to be achieved by interdisciplinary and international co-operation.

IIID focuses on the following subjects:
— Information design for business communications
— Information design for product development
— Information design for orientation in the environment — Information design for training and education
— Information design for the better understanding of scientific knowledge.

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Colaborador - Antonio Oliveira

17/05/2008

CONCEITOS DE DESIGN



Agradecimentos ao nosso amigo Bruno Vasco pela indicação do site.

http://www.lsc.ufsc.br/~edla/design/etimologia.htm
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Para se fazer um bom design é necessário conhecer muito bem o produto que se está trabalhando, dominar técnicas e ter bom senso para aplicar o seu conhecimento na hora de expressar as suas idéias. Um bom designer deve saber escutar, observar e destacar coisas que pessoas comuns não percebem, deve procurar expressar suas idéias através de formas e cores, a fim de mostrar o óbvio sem ser óbvio.

Abaixo, selecionamos alguns conceitos de Designers famosos:

Projetar a forma significa coordenar, integrar e articular todos aqueles fatores que, de uma maneira ou de outra, participam no processo constitutivo da forma do produto (...) Isto se refere tanto a fatores relativos ao uso, fruição e consumo individual ou social do produto (fatores funcionais, simbólicos ou culturais) quanto aos que se referem à sua produção (fatores técnico-econômicos, técnico-construtivos, técnico-sistemáticos, técnico-produtivos e técnico-distributivos)
(ICSID, 1958)

Design é uma atividade projetual que consiste em determinar as propriedades formais dos objetos a serem produzidos industrialmente. Por propriedades formais entende-se não só as características exteriores, mas, sobretudo, as relações estruturais e funcionais que dão coerência a um objeto tanto do ponto de vista do produtor quanto do usuário.
(Tomás Maldonado, 1961)

O que se exige para poder considerar que um objeto pertence ao desenho industrial é: 1) a sua fabricação em série; 2) a sua produção mecânica, e 3) a presença nele de um quociente estético, devido ao fato de ter sido inicialmente projetado e não a uma sucessiva intervenção manual. Eis por que razão não é lícito pensar em desenho industrial em relação aos objetos pertencentes a épocas anteriores à revolução industrial, (...) em cuja base existe sempre um momento de projeto, de criação pelo desenho, e um momento repetitivo de produção mecanizada e em série.
(Gillo Dorfles, 1963)

Design é o processo de adaptação do entorno objetual às necessidades físicas e psíquicas dos indivíduos da sociedade. (...) Design de produto é o processo de adaptação de produtos de uso de fabricação industrial às necessidades físicas e psíquicas dos usuários e grupos de usuários.
(Bernd Löbach, 1976)

O desenho industrial é uma atividade projetual, responsável pela determinação das características funcionais, estruturais e estético-formais de um produto, ou sistemas de produtos, para fabricação em série. É parte integrante de uma atividade mais ampla denominada desenvolvimento de produtos. Sua maior contribuição está na melhoria da qualidade de uso e da qualidade estética de um produto, compatibilizando exigências técnico-funcionais com restrições de ordem técnico-econômicas.
(Gui Bonsiepe, 1982)

Design é a tentativa de conjugar a satisfação do cliente com o lucro da empresa, combinando de maneira inovadora os cinco principais componentes do design: performance, qualidade, durabilidade, aparência e custo. O domínio do design não se limita aos produtos, mas inclui também sistemas que determinam a identidade pública da empresa (design gráfico, embalagens, publicidade, arquitetura, decoração de interiores das fábricas e dos pontos de vendas).
(Philip Kotler, 1989)

O design é o domínio no qual se estrutura a interação entre usuário e produto, para facilitar ações efetivas. Design industrial é essencialmente design de interfaces.
(Gui Bonsiepe, 1992)

O design é uma atividade especializada de caráter técnico-científico, criativo e artístico, com vistas à concepção e desenvolvimento de projetos de objetos e mensagens visuais que equacionem sistematicamente dados ergonômicos, tecnológicos, econômicos, sociais, culturais e estéticos, que atendam concretamente às necessidades humanas.
(Projeto de Lei nº 1.965, de 1996, que visa regulamentar a profissão no Brasil)

Design é uma atividade criativa cujo propósito é estabelecer as qualidades multi-facetadas de objetos, processos, serviços e seus sistemas de ciclos de vida. Assim, design é o fator central da humanização inovadora das tecnologias e o fator crucial das trocas econômicas e culturais. (...) Design trata de produtos, serviços e sistemas concebidos através de ferramentas, organizações e da lógica introduzidas pela industrialização – não somente quando são produzidos em série.
(ICSID, 2000)

Design gráfico é uma atividade intelectual, técnica e criativa concernente não somente à produção de imagens, mas à análise, organização e métodos de apresentação de soluções visuais para problemas de comunicação. Informação e comunicação são as bases de um modo de vida global interdependente, seja na esfera dos negócios, cultural ou social. Ao designer gráfico cabe a tarefa de fornecer respostas aos problemas de comunicação de todo tipo em todos os setores da sociedade.
(Icograda, 2001)


DESIGN É ARTE, CIÊNCIA OU TECNOLOGIA?


(Design-Ciência) Design não é e nem será uma ciência. Houve muita inserção de teorias e de um desenvolvimento metodológico acentuado especialmente durante a década de 60. A tendência dessas contribuições (Teoria dos conjuntos, Teoria dos Sistemas, Teoria da Informação, Teoria da Tomada de Decisões, métodos da ergonomia psicanálise e da psicologia) era a de separar o Design da esfera das artes de aproximá-lo da ciência, aperfeiçoar as atividades e de conferir-lhe maior rigor técnico e metodológico.

(Design-Arte) Design não é e nem será arte. Não há justificativa para uma interpretação do design como uma atividade artística, supostamente intuitiva. A arte, através de seus arquétipos há muito hegemônicos (pintura, escultura, desenho etc.), não é a única possibilidade da experiência estética. O mundo do design está ligado ao da estética, mas não necessariamente ao da arte.
(Gui Bonsiepe)




Baseado no material do professor de Design da Universidade Anhembi Morumbi -
Andrej Grujic