10/06/2008

DESIGN E DESIGNERS

DESIGN E DESIGNERS

Colaborador - Paulo Oliva - oliva_revistapronews@hotmail.com


Sou do tempo em que a denominação design, como atividade, ainda não era adotada por aqui e só podia ser encontrada nas revistas e livros importados que apresentavam projetos e artigos usados na nossa formação acadêmica como fontes de referência, de consulta e de informação.
Para os profissionais de então, influenciados pelo movimento de arte concreta, que comungavam de visão mais cosmopolita, preocupados com a cultura nacional, com o desenvolvimento econômico, com as contribuições tecnológicas a serem feitas em um país em franco desenvolvimento e, principalmente, envolvidos na formação de um mercado de trabalho, as denominações Comunicação Visual e Desenho Industrial cumpriam bem o seu papel e, aparentemente, definiam adequadamente a profissão.
À medida que a atividade foi ganhando representatividade e, por conseqüência, foram surgindo as associações de profissionais, escolas de formação específica e ainda especialistas formados fora do país voltavam para exercê-la por aqui, temos o início de um movimento de procura por nova denominação para que o mercado pudesse compreender melhor as áreas de abrangência, as interfaces e as especialidades da profissão.
No fim dos anos 80, em um encontro de profissionais em Curitiba, foi proposta e aprovada a mudança do nome da atividade e da titulação profissional para Design e Designer.
De lá pra cá, o contingente de profissionais cresceu, espalhou-se pelo país, virou profissão disputada nos vestibulares, apesar de ainda não ser regulamentada e apareceram novas especialidades como a Web e a Moda. A expressão design, por sua universalidade, passou a ser usada para diferentes significados e, em algumas vezes, de forma inadequada, como um “novo” adjetivo de qualidade ou modernidade. Por isso ocorrem as apropriações do termo design em práticas que nada têm a ver com a atividade. Para exemplificar: “Hair Designers” para salão de cabeleireiros.
Isso pode sinalizar que a designação da profissão e do profissional, adotada naquele encontro em 88, não tenha sido a mais adequada ou, dentro desse contexto de usos indevidos e desencontrados, a expressão design, da língua inglesa e sem tradução precisa para o nosso português, não conseguiu ser corretamente compreendida como denominação da atividade profissional que exercemos.
Penso que a verdadeira vocação do Design, nas suas especialidades gráficas e de produto, é o planejamento na sua amplitude maior.
O mercado ainda não percebe que fazemos parte de uma atividade profissional que cria identidades, movimenta a economia e é responsável por inúmeras contribuições tecnológicas. O Design é uma atividade criadora, técnica e inovadora por excelência, e não plástica e funcionalista como pensam alguns. O mais difícil é reconhecer que essa percepção superficial que o mercado tem para com relação ao Design pode ser conseqüência de inabilidade do conjunto dos profissionais que o exercem.
Conversando sobre esses aspectos e outros de mercado com o amigo Walter Lins Junior, editor desta conceituada Revista PRONEWS, surpreendeu-me o convite para que assumisse uma coluna mensal para escrever sobre Design e a produção dos Designers. Denominada PRO Design, pretende mostrar as nossas competências e trocar informações e experiências com os demais segmentos de comunicação da nossa região. Para isso a coluna terá duas partes: uma com texto editorial sobre questões relacionadas com o Design e Designers e outra em forma de painel, na qual serão apresentados trabalhos ou eventos ligados à atividade.
Quero, nesta primeira edição, manifestar meu maior agradecimento ao Walter pelo convite e pela sensibilidade para com as questões do Design. Agradecer também ao corpo editorial da Revista pela receptividade ao novo colaborador e pelo pronto envolvimento para com a nova coluna. Desde já me coloco à disposição para ser um canal de divulgação e de amplo debate das questões do Design em nossa região e espero a contribuição de todos para que este objetivo seja plenamente atingido.

28/05/2008

“Valorizar a Marca Brasil é um dos desafios da II Bienal Brasileira de Design”


Pensar hoje o que será discutido no amanhã, um desafio proporcionado nos debates organizados pelo Grupo de Estudos SER DESIGNER GRÁFICO.
03/04/2008
“Valorizar a Marca Brasil é um dos desafios da II Bienal Brasileira de Design”

O presidente-fundador do MBC, Jorge Gerdau Johannpeter, pretende valorizar a cultura brasileira nesta edição da Bienal que acontece de 8 de outubro a 5 de novembro de 2008, em Brasília. O Movimento Brasil Competitivo (MBC), o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e o Governo do Distrito Federal com o apoio da FIAT, lançaram nessa quarta-feira (2/4), em Brasília/DF, a II Bienal Brasileira de Design. A exposição acontecerá de 8 de outubro a 5 de novembro de 2008, no Museu Nacional Honestino Guimarães, em Brasília.
O evento de lançamento contou com a presença do presidente-fundador do MBC, Jorge Gerdau Johannpeter; do presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial, Reginaldo Arcuri; do curador da exposição, Fábio Magalhães; do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, e do presidente da Fiat e presidente da II Bienal Brasileira de Design, Cledorvino Belini.
Jorge Gerdau Johannpeter enfatizou a importância do design na valorização da identidade brasileira. "Valorizar a Marca Brasil é um dos desafios desta segunda Bienal. Essencial para a competitividade num mercado cada vez mais dinâmico e exigente. O design é um excelente espaço para a criatividade dos brasileiros. Em termos operacionais, nosso desafio é perpetuar este projeto tendo o design, a tecnologia e a inovação como estratégicos na construção da competitividade", declarou Gerdau.
Cledorvino Belini observou que a Fiat apóia e patrocina com muito orgulho a II Bienal Brasileira de Design, cujo tema geral é a convergência entre arte e tecnologia. "O Grupo Fiat ocupa posição de liderança em vários setores, justamente pela reconhecida capacidade de fazer a junção entre design e tecnologia, em um arco que se estende da tecnologia automotiva à arte de mestres do design, como o consagrado Giorgetto Giugiaro, designer de vários veículos do grupo", destacou Belini. Para ele, a Bienal é a oportunidade de mostrar ao Brasil e ao exterior o talento que agrega valor aos bens e serviços produzidos no Brasil.
O presidente da Agência Brasileira para o Desenvolvimento Industrial (ABDI), Reginaldo Arcuri, representando o Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Miguel Jorge, declarou que projetos como o da Bienal de Design marcam o momento vivido pelo País. "A Bienal é parte da nova política industrial do Brasil, capaz de transformar suprindo as necessidades dos consumidores destacando a brasilidade", disse Arcuri.
O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, saudou o fato da Bienal acontecer em Brasília, justamente quando a cidade se aproxima do cinqüentenário. "Com 48 anos de existência, Brasília foi símbolo de mudança, pois foi inaugurada no mesmo período da revolução industrial, da construção de estradas e da interiorização do desenvolvimento. Hoje, une arte e tecnologia e mais uma vez inova e se destaca", discursou Arruda.

"O desafio na criação de um design brasileiro está na combinação de fatores externos com nossa realidade específica. O designer brasileiro, em sua visão de mundo, deve levar em consideração nossos valores e particularidades culturais, as características de nossa produção industrial e de nosso modo de consumir. Sem prescindir dos avanços tecnológicos, é a partir do domínio de nossos meios, de nossa singularidade que iremos atingir expressão com identidade própria, característica que nos fortalecerá na competição internacional, sobretudo dentro de um mundo globalizado. As Bienais de Design devem indagar também sobre os valores que apontam para a existência de uma identidade própria no design brasileiro, ou seja, para objetos com memória cultural e que, ao mesmo tempo, falem o idioma global", ressaltou o curador da II Bienal Brasileira de Design, Fabio Magalhães.

A II Bienal Brasileira de Design é uma realização do Movimento Brasil Competitivo, do Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e do Governo do Distrito Federal, com patrocínio Máster da Fiat Automóveis. A Bienal conta com o apoio do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae); do Grupo Gerdau; do Ministério da Ciência e Tecnologia, através da FINEP; da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI); do Ministério da Cultura, por meio da Lei de Incentivo à Cultura; e com a parceria da Escola de Design da Unisinos e TV Unisinos.

Nesta edição, a Bienal terá como foco o design industrial voltado à produção em grande escala, como produtos utilitários nas indústrias automobilística, aeronáutica, de máquinas agrícolas, de equipamentos hospitalares, assim como de produtos voltados para pequenas e médias escalas de produção, priorizando a qualidade e a execução dos projetos. Será explorada a convergência entre cultura, arte e tecnologia em prol do design para a competitividade da produção nacional. A programação prevê uma série de atividades como workshops, seminários, exposição, laboratórios, entre outras ações relacionadas ao tema. O principal objetivo é o fortalecimento da Marca Brasil, projetando a diversidade e a criatividade brasileiras no mercado interno e externo e contribuindo para o aumento da competitividade das empresas nacionais.
Outro destaque da II Bienal será o design artesanal e de jóias, produtos que já abriram espaço no mercado internacional, principalmente pelo diferencial de ter "a cara brasileira", mostrando, assim, a qualidade dos profissionais e produtos nacionais.
A primeira edição da Bienal Brasileira de Design foi realizada em junho de 2006, no espaço OCA do Parque do Ibirapuera, em São Paulo, e recebeu a visita de cerca de 35 mil pessoas, contemplando profissionais da área, estudantes, empresários e público em geral.
Fonte: Enfato Comunicação Empresarial
Enfato Comunicação Empresarial
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* O conteúdo deste texto é de inteira responsabilidade da fonte citada, a quem corresponde a origem das informações citadas nesta matéria.
Fonte: Enfato Comunicação Empresarial

26/05/2008

Definitions



What is Design?Design is the identifying of a problem and the intellectual creative effort of an originator, manifesting itself in drawings or plans which include schemes and specifications.
What is Information Design? Information design is the defining, planning, and shaping of the contents of a message and the environments it is presented in with the intention of achieving particular objectives in relation to the needs of users. At this point of the development IIID is concerned with the design of visual information but it could in the future include the design of information other than visual one.
The qualities required of information designersTo design professionally information designers should
1. be able to think both innovatively and systematically
2. be as well informed as is necessary about the subject area they are working in
3. be knowledgeable about both the communicative features of the components of visual messages and their interrelationships
4. know the relevant customs, conventions, standards, regulations and their underlying theories
5. be familiar with the technical requirements of the communications media, specifically visual ones
6. be familiar with human communication capabilities with regard to perceiving, cognitive processing and responding to information using all senses
7. be able to consider the possible benefits of the communicated information to the users
8. be knowledgable about the creation of pictures and text, static and animated, as well as information other than visual one for the facilitation of task related activities and how they can be balanced to achieve optimal effects
9. be able to design information in a formal interesting and attractive way to conjure attention highly adequate to the communicative purpose of the message
10. understand to make information and information systems interactive in such a way that adjustments governed by changing requirements can be made, should this be desirable to safeguard the continuing use of the information
11. be able to communicate effecively in both their mother tongue and English
12. understand the capabilities of support sciences - such as cognitive psychology, linguistics, social and political sciences, computer science, statistics - and be able to co-operate with specialists to evaluate and improve the design of messages with due regard of different cultural sensitivities of the user
13. have a detailed knowledge of the cost factors relating to the various design stages and their implementation
14. render their services in a format that corresponds both with the value they represent to the clients and the conventions required by them15. behave in a responsible manner with regard to the needs of the target users and society as a whole.



General Information

The main concern of the International Institute for Information Design (IIID) is to contribute to a better understanding within the human community with respect to cultural and economic issues by means of improved visual communication. Special attention is paid to the potential of graphic information design to overcome both social and language barriers.

IIID endeavours to develop information design as an independent interdisciplinary field of knowledge and professional activities, to document and to make generally accessible specifically relevant information, to do research within its possibilities and in co-operation with its members and to find new ways of educating information designers.

The aims of IIID are to be achieved by interdisciplinary and international co-operation.

IIID focuses on the following subjects:
— Information design for business communications
— Information design for product development
— Information design for orientation in the environment — Information design for training and education
— Information design for the better understanding of scientific knowledge.

IIID is affiliated to the International Council of Graphic Design Associations (ICOGRADA) and co-operates with an number of other national and international organizations, interested in information design. IIID is recommended by UNESCO as a partner organization for world wide co-operation on matters of information design (Resolution 4.9 of the 28th General Conference of UNESCO, 1995, Paris).
IIID publishes its newsletter in English and communicates in English and German. Other languages will be considered, funds permitting.
Members receive ID News and participate in the international exchange of ID relevant information.


Colaborador - Antonio Oliveira

17/05/2008

CONCEITOS DE DESIGN



Agradecimentos ao nosso amigo Bruno Vasco pela indicação do site.

http://www.lsc.ufsc.br/~edla/design/etimologia.htm
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Para se fazer um bom design é necessário conhecer muito bem o produto que se está trabalhando, dominar técnicas e ter bom senso para aplicar o seu conhecimento na hora de expressar as suas idéias. Um bom designer deve saber escutar, observar e destacar coisas que pessoas comuns não percebem, deve procurar expressar suas idéias através de formas e cores, a fim de mostrar o óbvio sem ser óbvio.

Abaixo, selecionamos alguns conceitos de Designers famosos:

Projetar a forma significa coordenar, integrar e articular todos aqueles fatores que, de uma maneira ou de outra, participam no processo constitutivo da forma do produto (...) Isto se refere tanto a fatores relativos ao uso, fruição e consumo individual ou social do produto (fatores funcionais, simbólicos ou culturais) quanto aos que se referem à sua produção (fatores técnico-econômicos, técnico-construtivos, técnico-sistemáticos, técnico-produtivos e técnico-distributivos)
(ICSID, 1958)

Design é uma atividade projetual que consiste em determinar as propriedades formais dos objetos a serem produzidos industrialmente. Por propriedades formais entende-se não só as características exteriores, mas, sobretudo, as relações estruturais e funcionais que dão coerência a um objeto tanto do ponto de vista do produtor quanto do usuário.
(Tomás Maldonado, 1961)

O que se exige para poder considerar que um objeto pertence ao desenho industrial é: 1) a sua fabricação em série; 2) a sua produção mecânica, e 3) a presença nele de um quociente estético, devido ao fato de ter sido inicialmente projetado e não a uma sucessiva intervenção manual. Eis por que razão não é lícito pensar em desenho industrial em relação aos objetos pertencentes a épocas anteriores à revolução industrial, (...) em cuja base existe sempre um momento de projeto, de criação pelo desenho, e um momento repetitivo de produção mecanizada e em série.
(Gillo Dorfles, 1963)

Design é o processo de adaptação do entorno objetual às necessidades físicas e psíquicas dos indivíduos da sociedade. (...) Design de produto é o processo de adaptação de produtos de uso de fabricação industrial às necessidades físicas e psíquicas dos usuários e grupos de usuários.
(Bernd Löbach, 1976)

O desenho industrial é uma atividade projetual, responsável pela determinação das características funcionais, estruturais e estético-formais de um produto, ou sistemas de produtos, para fabricação em série. É parte integrante de uma atividade mais ampla denominada desenvolvimento de produtos. Sua maior contribuição está na melhoria da qualidade de uso e da qualidade estética de um produto, compatibilizando exigências técnico-funcionais com restrições de ordem técnico-econômicas.
(Gui Bonsiepe, 1982)

Design é a tentativa de conjugar a satisfação do cliente com o lucro da empresa, combinando de maneira inovadora os cinco principais componentes do design: performance, qualidade, durabilidade, aparência e custo. O domínio do design não se limita aos produtos, mas inclui também sistemas que determinam a identidade pública da empresa (design gráfico, embalagens, publicidade, arquitetura, decoração de interiores das fábricas e dos pontos de vendas).
(Philip Kotler, 1989)

O design é o domínio no qual se estrutura a interação entre usuário e produto, para facilitar ações efetivas. Design industrial é essencialmente design de interfaces.
(Gui Bonsiepe, 1992)

O design é uma atividade especializada de caráter técnico-científico, criativo e artístico, com vistas à concepção e desenvolvimento de projetos de objetos e mensagens visuais que equacionem sistematicamente dados ergonômicos, tecnológicos, econômicos, sociais, culturais e estéticos, que atendam concretamente às necessidades humanas.
(Projeto de Lei nº 1.965, de 1996, que visa regulamentar a profissão no Brasil)

Design é uma atividade criativa cujo propósito é estabelecer as qualidades multi-facetadas de objetos, processos, serviços e seus sistemas de ciclos de vida. Assim, design é o fator central da humanização inovadora das tecnologias e o fator crucial das trocas econômicas e culturais. (...) Design trata de produtos, serviços e sistemas concebidos através de ferramentas, organizações e da lógica introduzidas pela industrialização – não somente quando são produzidos em série.
(ICSID, 2000)

Design gráfico é uma atividade intelectual, técnica e criativa concernente não somente à produção de imagens, mas à análise, organização e métodos de apresentação de soluções visuais para problemas de comunicação. Informação e comunicação são as bases de um modo de vida global interdependente, seja na esfera dos negócios, cultural ou social. Ao designer gráfico cabe a tarefa de fornecer respostas aos problemas de comunicação de todo tipo em todos os setores da sociedade.
(Icograda, 2001)


DESIGN É ARTE, CIÊNCIA OU TECNOLOGIA?


(Design-Ciência) Design não é e nem será uma ciência. Houve muita inserção de teorias e de um desenvolvimento metodológico acentuado especialmente durante a década de 60. A tendência dessas contribuições (Teoria dos conjuntos, Teoria dos Sistemas, Teoria da Informação, Teoria da Tomada de Decisões, métodos da ergonomia psicanálise e da psicologia) era a de separar o Design da esfera das artes de aproximá-lo da ciência, aperfeiçoar as atividades e de conferir-lhe maior rigor técnico e metodológico.

(Design-Arte) Design não é e nem será arte. Não há justificativa para uma interpretação do design como uma atividade artística, supostamente intuitiva. A arte, através de seus arquétipos há muito hegemônicos (pintura, escultura, desenho etc.), não é a única possibilidade da experiência estética. O mundo do design está ligado ao da estética, mas não necessariamente ao da arte.
(Gui Bonsiepe)




Baseado no material do professor de Design da Universidade Anhembi Morumbi -
Andrej Grujic

15/05/2008

Curiosidades de Alguns Produtos

Caros Colegas do Grupo de Estudos SER DESIGNER GRÁFICO,

Visitei o blog de vocês e acho que o site www.geekchic.com.br é bem interessante.

Acho que vão gostar. Pode ser incluído entre os links recomendados.

Sérgio Coutinho
coutinho2@gmail.com

http://sociologiadodireito.blogspot.com
http://mundoemmovimentos.blogspot.com/

13/05/2008

Um pouco de História

Design também é história. Fotos antigas de Alagoas - http://picasaweb.google.com/golberylessa

Agradecimentos ao Ilustre Professor Sergio Coutinho

Colaborador Antonio Oliveira

09/05/2008

D&AD de 2008

Os ganhadores do Categoria Graphic Design
Segue o link.. posta ai pra o pessoal.

http://www.dandad.org/awards08/category.asp?category_no=21

Tem várias outras categorias também.
Vale a pena.
abraço

--

Atenciosamente,

Lucas Maia
lucas@clorus.com
Fone: +55 82 3035 2502 / Cel: +55 82 8802 8281

CLORUS CREATIVE STUDIO LTD. | www.clorus.com

08/05/2008

Arte como sintoma: Hegel

A RESPOSTA DE HEGEL

Um filósofo alemão do século XIX, Hegel, ofereceu uma solução para o problema do inatismo e do empirismo posterior à de Kant.
Hegel criticou o inatismo, o empirismo e o kantismo. A todos endereçou a mesma crítica, qual seja, a de não haverem compreendido o que há de mais fundamental e de mais essencial à razão: a razão é histórica.

De fato, a Filosofia, preocupada em garantir a diferença entre a mera opinião ("eu acho que", "eu gosto de", "eu não gosto de") e a verdade ("eu penso que", "eu sei que", "isto é assim porque"), considerou que as idéias só seriam racionais e verdadeiras se fossem intemporais, perenes, eternas, as mesmas em todo tempo e em todo lugar. Uma verdade que mudasse com o tempo ou com os lugares seria mera opinião, seria enganosa, não seria verdade. A razão, sendo a fonte e a condição da verdade, teria também que ser intemporal.
É essa intemporalidade atribuída à verdade a à razão que Hegel criticou em toda a Filosofia anterior.

Ao afirmar que a razão é histórica, Hegel não está, de modo algum, dizendo que a razão é algo relativo, que vale hoje e não vale amanhã, que serve aqui e não serve ali, que cada época não alcança verdades universais. Não. O que Hegel está dizendo é que a mudança, a transformação da razão e de seus conteúdos é obra racional da própria razão. A razão não é uma vítima do tempo, que lhe roubaria a verdade, a universalidade, a necessidade. A razão não está na História; ela é a História. A razão não está no tempo; ela é o tempo. Ela dá sentido ao tempo.

Hegel também fez uma crítica aos inatistas e aos empiristas muito semelhante à que Kant fizera.
Ou seja, inatistas e empiristas acreditam que o conhecimento racional vem das próprias coisas para nós, que o conhecimento depende exclusivamente da ação das coisas sobre nós, e que a verdade é a correspondência entre a coisa e a idéia da coisa.

Para o empirista, a realidade "entra" em nós pela experiência. Para o inatista a verdade "entra" em nós pelo poder de uma força espiritual que a coloca em nossa alma, de modo que as idéias inatas não são produzidas pelo próprio sujeito do conhecimento ou pela própria razão, mas são colocadas em nós por uma força sábia e superior a nós (como Deus, por exemplo). Assim, o conhecimento parece depender inteiramente de algo que vem de fora para dentro de nós. No caso dos inatistas, depende da divindade; no caso dos empiristas, depende da experiência sensível.
Inatistas e empiristas se enganaram por excesso de objetivismo, isto é, por julgarem que o conhecimento racional dependeria inteiramente dos objetos do conhecimento.

Mas Kant também se enganou e pelo motivo oposto, isto é, por excesso de subjetivismo, por acreditar que o conhecimento racional dependeria exclusivamente do sujeito do conhecimento, das estruturas da sensibilidade e do entendimento.

A razão, diz Hegel, não é nem exclusivamente razão objetiva (a verdade está nos objetos) nem exclusivamente subjetiva (a verdade está no sujeito), mas ela é a unidade necessária do objetivo e do subjetivo. Ela é o conhecimento da harmonia entre as coisas e as idéias, entre o mundo exterior e a consciência, entre o objeto e o sujeito, entre a verdade objetiva e a verdade subjetiva.

O que é afinal a razão para Hegel?

A razão é:

1.o conjunto das leis do pensamento, isto é, os princípios, os procedimentos do raciocínio, as formas e as estruturas necessárias para pensar, as categorias, as idéias - é razão subjetiva;
2.a ordem, a organização, o encadeamento e as relações das próprias coisas, isto é, a realidade objetiva e racional - é razão objetiva;
3.a relação interna e necessária entre as leis do pensamento e as leis do real.

Ela é a unidade da razão subjetiva e da razão objetiva.

Por que a razão é histórica?

A unidade ou harmonia entre o objetivo e o subjetivo, entre a realidade das coisas e o sujeito do conhecimento não é um dado eterno, algo que existiu desde todo o sempre, mas é uma conquista da razão e essa conquista a razão realiza no tempo. A razão não tem como ponto de partida essa unidade, mas a tem como ponto de chegada, como resultado do percurso histórico ou temporal que ela própria realiza.

Qual o melhor exemplo para compreender o que Hegel quer dizer? Vimos que os inatistas começaram combatendo a suposição de que opinião e verdade são a mesma coisa. Para livrarem-se dessa suposição, o que fizeram eles? Disseram que a opinião pertence ao campo da experiência sensorial, pessoal, psicológica, instável e que as idéias da razão são inatas, universais, necessárias, imutáveis.

Os empiristas, no entanto, negaram que os inatistas tivessem acertado, negaram que as idéias pudessem ser inatas e fizeram a razão depender da experiência psicológica ou da percepção. Ao faze-lo, revelaram os pontos fracos dos inatistas, mas abriram o flanco para um problema que não podiam resolver, isto é, a validade das ciências.

A filosofia kantiana negou, então, que inatistas e empiristas estivessem certos. Negou que pudéssemos conhecer a realidade em si das coisas, negou que a razão possuísse conteúdos inatos, mostrando que os conteúdos dependem da experiência; mas negou também que a experiência fosse a causa da razão, ou que esta fosse adquirida, pois possui formas e estruturas inatas. Kant deu prioridade ao sujeito do conhecimento, enquanto empiristas e inatistas davam prioridade ao objeto do conhecimento.

Que diz Hegel? Que esses conflitos filosóficos são a história da razão buscando conhecer-se a si mesma e que, graças a tais conflitos, graças às contradições entre as filosofias, a Filosofia pode chegar à descoberta da razão como síntese, unidade ou harmonia das teses opostas ou contraditórias.

Em cada momento de sua história, a razão produziu uma tese a respeito de si mesma e, logo a seguir, uma tese contrária à primeira ou uma antítese. Cada tese e cada antítese foram momentos necessários para a razão conhecer-se cada vez mais. Cada tese e cada antítese foram verdadeiras, mas parciais. Sem elas, a razão nunca teria chegado a conhecer-se a si mesma. Mas a razão não pode ficar estacionada nessas contradições que ela própria criou, por uma necessidade dela mesma: precisa ultrapassa-las numa síntese que una as teses contrárias, mostrando onde está a verdade de cada uma delas e conservando essa verdade. Essa é a razão histórica.


CHAUÍ, Marilena. Convite à Filosofia. São Paulo: Ática, 2000.
(Este e outros trechos do livro disponíveis em: http://www.discursus.hpg.com.br/javanes/filocont.html)

Estética - Profa. Carol Gusmão

O que é Design Gráfico?

Partirei do pressuposto de que o Design Gráfico é uma ramificação do desenho industrial (Design), integrante da habilitação em programação visual (antigamente, Comunicação Visual), conforme determina o MEC.

Essa integração da comunicação visual ao desenho industrial se deu possivelmente visando uma formação mais adequada ao profissional, que há de desenvolver mensagens visuais que equacionam sistematicamente dados ergonômicos, tecnológicos, econômicos, sociais, culturais e estéticos, que atendam concretamente às necessidades humanas.

O Design Gráfico se dá em planos bidimensionais e é voltado para a impressão. Seu surgimento remete aos tempos da Revolução Industrial, quando aflorou a necessidade da comunicação visual para informar as pessoas vindas do campo (muitas delas não alfabetizadas) para trabalhar nas fábricas dos grandes centros urbanos.


A ICOGRADA (Internacional Council of Grafic Design Associations)afirma que o Design Gráfico é uma atividade técnica de análise, organização e métodos de apresentação de soluções visuais para problemas de comunicação.

A ADG (Associação dos Designers Gráficos do Brasil) classifica o Design Gráfico como um processo técnico e criativo que utiliza imagens e textos para comunicar mensagens, idéias e conceitos a fim de informar, identificar, sinalizar, organizar, estimular, persuadir e entreter, resultando na melhoria da qualidade de vida das pessoas.

O professor e designer gráfico André Villas-Boas endossa a idéia original de que o Design Gráfico é uma sub-área da programação visual e que junto com o projeto de produto, são habilitações do Design ou desenho industrial e afirma que:

"Design Gráfico é a área de conhecimento e a prática profissional específicas que tratam da organização formal de elementos visuais (tanto textuais quanto não-textuais) que compõem peças gráficas para reprodução, que são reproduzíveis e que têm um objetivo expressamente comunicacional." (VILLAS-BOAS, 1999)

Vale a pena salientar que o Design Gráfico não está sozinho dentro do desenho industrial. Existem duas grandes vertentes do Design, o Design (ou projeto) de produtos, que tem por objetivo o desenvolvimento de projetos de produtos e utensílios tridimensionais e a comunicação visual, que compreende o Design Gráfico e outras sub-áreas, como o design de embalagens, que também possui fundamentos do projeto de produtos e o design multimídia, que é voltado para ambientes digitais como a web, jogos e televisão, entre outros.


Segundo Villas-Boas, o Design vive hoje uma grande crise ocasionada pela diversificação de seus parâmetros conceituais de projeto decorrentes da exaustão dos cânones firmados ao longo do século e pela vulgarização da massificação de sua prática advinda da informatização.

Fato é que existem atualmente diversos cursos de formação em Design Gráfico e outras novas modalidades de Design e a antítese disso é não haverregulamentação governamental para a profissão.

Isso dificulta ainda mais uma definição precisa do termo e o que ele compreende. Fazendo uma alusão a Gombrich, seria difícil afirmar que não existe design, e sim, designers.

Brincadeiras à parte, me arrisco em afirmar que o Design Gráfico é uma atividade projetual, funcional, comunicacional, comercial, visual e reproduzível intencionalmente por meios mecânicos.
Espero que as definições supracitadas posicionem o leitor de uma forma clara sobre o tema e impulsione novas pesquisas e discussões sobre o assunto.

Bibliografia
ADG do Brasil. Design Gráfico. Disponível em: <http://www.adg.org.br/html/mod
_design_grafico.asp
>Acessado em setembro de 2006.
AZEVEDO, Wilton. Os Signos do Design. SP. Global, 1994.
VILLAS-BOAS, André. O que [é e o que nunca foi] Design.Rio de Janeiro. Ed. 2 AB. 1999.
Marcos Paes de BarrosOrientador dos Cursos de "Design Gráfico" e "História do Design" da ABRA